10 PAUS

TAROT – CARTA DO DIA

Vanda Cardiga e João Caldeira                              

Existe associado ao 10 de paus uma certa má fama no que respeita aos fardos que carregamos e aos esforços excessivos que fazemos para cumprir o trabalho. Numa sociedade de consumo, quando o sucesso é procurado duma forma desmesurada e a prioridade é simplesmente a aquisição de troféus, esta situação remete-nos à sobrecarga de inúmeros compromissos, de tal modo, que a visão geral daquilo que nos rodeia é perdida. Este naipe, pela sua natureza de fogo, é rápido, as situações circulam a uma velocidade estonteante, notando-se fraca ou nenhuma apreciação e renovação das circunstâncias, lugares e pessoas. O ponto de ruptura começa a manifestar-se, havendo nesta sequência sinais de esgotamento e estados depressivos.
Estes momentos, são importantes, na medida em que nos permitem reconhecer a urgente necessidade de parar. Sendo paus representativo do fogo e este o mais perto da espiritualidade, este reconhecimento de abrandamento e ligação ao nosso interno, deixa-nos mais consciencializados dos nossos limites, mais ligados a energias divinas, onde o peso das conquistas, vitórias e realizações não sejam um fardo, nem tampouco um peso para carregar.
A gestão e ligação aos outros é fundamental, alguma forma de desapego deverá existir, o saber delegar o seu voto de confiança é fundamental. O 10 de paus, se a ligação e reconhecimento da energia for efectuada na dose correcta, pode transformar-se numa celebração pura onde a consciência da vitória é expandida e bem aproveitada.

Baralho: Victorian Romantic Tarot; Criado por: Alex Ukolov, Karen Mahony; Editado por: Magic Realist Press 2006