8 – A JUSTIÇA

TAROT – CARTA DO DIA

A JUSTIÇA ( DEUSA ATENA – GRÉCIA, MINERVA – ROMANA ) – CARTA / ARCANO 11

Na carta da justiça, a Atena está vestida de branco, sabemos que esta cor representa a pureza, e o xadrez do chão, o branco a luz e o preto a escuridão, duma forma ordenada e coerente. No ombro aparece uma coruja que representa o símbolo da justiça, pela clareza de visão porque consegue ver a caça no meio da escuridão. A balança, como sabemos, é a imparcialidade na decisão. Se esta carta sai num lançamento, significa o desenvolvimento do melhor que há no ser humano, e isto, possibilita a “justiça de Deus”, quando o tempo chega, se a hora é aquela, então o modo de acção revela-se e a justiça faz-se. O Homem distingue-se do animal, pela sua capacidade de decisão racional, diferente do instinto, um julgamento com carácter reflexivo e de racionalização, onde impera a imparcialidade. A ética rege estes princípios, o pensamento deve ser equilibrado e a decisão imparcial, com reflexão e duma forma racional. Esta característica, distingue, na sua essência, os homens dos animais.

Na mitologia grega, Atena, também conhecida como Palas-Atena, era a deusa da sabedoria, da guerra, das artes, da estratégia e da justiça. De acordo com a mitologia grega, Atena nasceu (já armada) da parte interior da cabeça de seu pai, Zeus (deus dos deuses). Ela era um dos doze deuses olímpicos e uma das principais deusas da Grécia Antiga. Atena aparece quase sempre representada, em pinturas e esculturas, com equipamentos de guerra (lança, escudo e capacete).

A versão mais corrente de seu mito a dá como filha partenogênica de Zeus, nascendo de sua cabeça plenamente armada. Jamais se casou ou tomou amantes, mantendo uma virgindade perpétua. Era imbatível na guerra, nem mesmo Ares lhe fazia frente. Foi padroeira de várias cidades, mas se tornou mais conhecida como a protetora de Atenas e de toda a Ática. Também protegeu vários heróis e outras figuras míticas, aparecendo em uma grande quantidade de episódios da mitologia.

Atena teve um filho com Hefesto (deus do fogo, da metalurgia e do trabalho) que se chamava Erictônio. Porém, este filho não foi concebido de forma natural, pois Atena era virgem. De acordo com o mito, Atena foi pedir para Hefesto confeccionar armas para ela. Hefesto tentou uma relação a força, porém Atena não permitiu. Então, ele lançou sémen nas pernas de Atena, mas ela limpou com lã e lançou na terra e então, deste modo, nasceu Erictônio.