1 – O MAGO

TAROT – CARTA DO DIA

O MAGO (HERMES) – CARTA/ARCANO 1

Na figura vemos Hermes com 4 elementos à sua disposição que significam 4 caminhos diferentes a seguir, representados pelo Caduceu que é uma espécie de varinha mágica do mágico (mago) qu tem 2 serpentes enroladas à volta da iluminação e representam o masculino/feminino, yin/yang, a noite e o dia, o fogo, o modo de acção, a energia sexual, ou o bastão curativo, tem também a espada, que representa o aspecto mental de Mercúrio (romanos) que foi um poder dado pelo seu pai Zeus, a moeda está relacionada com a matéria, com a terra, com a boa sorte na gestão das finanças, o cálice tem a haver com a emotividade, o coração, o amor. Estes 4 elementos são, paus, espadas, ouros e copas.

Sendo Hermes o deus dos viajantes, o Mago é o guia que nos auxilia na escolha dum caminho, os dons, habilidades e capacidades latentes que ainda não se manifestaram devem ser desenvolvidos. No nosso interior está a bússola orientadora a perscrutar o nosso inconsciente afim de podermos decidir intuitivamente nas escolhas a fazer. Os pressentimentos, intuições ou sensações vêm e, somo assim, impelidos a seguir insights  que nos levarão a possibilidades inexploradas.

DEUS HERMES (GREGOS) E MERCÚRIO (ROMANOS)

Hermes, o mensageiro dos deuses – Na mitologia grega, Hermes era o deus mensageiro, dos pesos e medidas, dos pastores, dos oradores, dos poetas, do atletismo, do comércio, das estradas e viagens, protector da magia e das invenções (inventou a lira). Era considerado, na Grécia Antiga, o patrono dos diplomatas, dos comerciantes, da ginástica e dos astrónomos. Responsável pelos golpes de sorte e pelas súbitas mudanças de vida, também patrono dos ladrões, era filho de Zeus e da Ninfa Maia, a Plêiades, com designação de noite. Chamavam-no de vigarista por sua ambiguidade, ao mesmo tempo era mensageiro dos deuses e também fiel mensageiro do mundo das trevas, condutor das almas deste mundo para o próximo. Hermes é filho da luz espiritual com as trevas primordiais. É considerado o “menos olímpico dos imortais”, pois sempre gostou de se misturar com os homens.

1 – O MAGO

TAROT – CARTA DO DIA

O MAGO – ARCANO I

CARACTERÍSTICAS MAIS VINCADAS: É o iniciador; Grande capacidade de persuasão e concretização; Desejos inconscientes que acontecem duma forma consciente; Não sabe tudo mas deve estar confiante das capacidades e conhecimentos duma forma cuidada; Focalização da meta a atingir; Atento a tudo; Deve tentar pôr em prática aquilo que fala;  Exprime a energia sexual masculina; Vai à luta; Vê soluções inovadoras.

Revela dons e habi­lidades criativas que ainda não se manifestaram, pode aparecer como uma onda de intuição com novas oportunida­des, ou então percepcionar possi­bilidades inexploradas. O Mago, possui capacidades que devem ser desenvolvidas, é a primeira carta com potencial de consciência, ainda estamos no início da jornada.

Todos temos características do poder mágico do Mago. Por um lado, esperando ser aberto, está o potencial de iluminação e empreendimentos ainda não sonhados, por outro, também o poder destrutivo de enormes proporções. É no Mago interior que os sonhos têm a possibilidade de se revelarem duma maneira consciente. Devemos avançar na medida certa, assim talvez os nossos medos se desvaneçam e não cheguem a ser expressivos.

Conheci um homem que não acreditava em magia
até descobrir ele próprio era um mago.”

Augusto Branco
Nascimento: 23 de Maio de 1980 (34 anos)
Biografia: Augusto Branco, pseudônimo de Nazareno Vieira de Souza é um poeta e escritor brasileiro.

Nasceu no coração da Amazônia, fruto da união de dois ribeirinhos que, um dia, tentaram a sorte na cidade: Dona Rosa e Senhor Raymundo.

1 – O MAGO

TAROT – CARTA DO DIA

O MAGO – ARCANO I

O Mago – o Louco pode trazer-nos sonhos aparentemente impossíveis, mas o Mago os colocará sobre a mesa a fim de os examinar. É ele que nos ajuda a fazer com que se realizem. É o empreendedor arquetípico, entrando em sintonia com todas as forças universais para obter resultados. Simboliza a ponte entre o “eu” interior e exterior, o modo como os seus desejos inconscientes se insinuam na consciência, fazendo as coisas acontecerem.

Apolo, o deus-Sol ofereceu a Hermes, O Mago, o dom da adivinhação. Com isso, Hermes tornou-se o mestre dos quatro elementos e, posteriormente, ensinou aos homens as habilidades da Geomancia (adivinhação por meio da terra), Piromância (adi­vinhação por meio do fogo), Hidromancia (adivinhação por da água) e Aeromância (adivinhação por meio do ar). Ele era sempre venerado em encruzilhadas, nas quais estátuas eram erigidas para honrá-lo e invocar a sua bênção sobre os viajantes, os errantes e os sem-tecto.

No sentido interior, Hermes, O Mago, é o guia. Isso significa que algures dentro de nós, não importa se estivermos perdidos ou confu­sos, em qualquer momento da vida, temos os recursos da previsão muitas vezes ocultos da consciência, mas que podem intuir a direcção a ser tomada e as escolhas a empreender. O Mago nem sempre atende quando é chamado, pois Hermes é um deus astuto e brincalhão. Ele tem suas próprias ideias do que possa ser importante. Chega à noite, muitas vezes na forma de sonhos perturbadores ou à guisa de reunião com outra pessoa que se torna significativa como catalisadora da jornada. Ou, então, ele pode aparecer como uma pista repentina ou a descoberta de que temos à disposição mais do que um pensamento. O livro que “acidentalmente” nos cai nas mãos, ou a ocasional visita de um amigo, ou qualquer pequena “mudança do destino” são obras do Mago, o guia interior, aparece por magia nos momentos mais críticos e difíceis da vida, para oferecer orientação e sabedoria. Hermes não era um deus no qual fosse possível confiar para de­cisões comuns dos afazeres cotidianos. Ele podia enganar e con­fundir e, muitas vezes, suas orientações faziam homens e mulheres se perderem na noite ao longo de caminhos complicados e afastados, levando o viajante a lugares estranhos e frustrantes. Seguir o guia interior não significa sempre empreender escolhas seguras para ga­rantir bons resultados. Frequentemente, eles são o oposto. Mas, como Hermes é o mestre dos quatro elementos, a sua sabedoria pode pe­netrar todas as fases da vida – a mente, a imaginação, o coração e o corpo. Sem ele não temos absolutamente qualquer recurso interior e, portanto, acabaremos sempre confiando na orientação de outras pes­soas e destinados a viajar como gado nas mesmas trilhas desgasta­das como todos fazem. O Louco encontra o Mago somente após ter enfrentado o precipício, pois as visitas do guia interior não ocor­rem quando nos escondemos na segurança da caverna maternal. No sentido divinatório, Hermes, o Mago, aponta para dons e habi­lidades criativas que ainda não se manifestaram. Ele pode aparecer como uma onda de energia e uma intuição de excitantes novas oportunida­des. Ele pressente o discernimento e uma percepção de possi­bilidades inexploradas. O Louco é cego e tem unicamente o sentido animal de um significado a ser encontrado em algum lugar, de algu­ma forma. Mas, pelo seu encontro com Hermes, o Mago, torna-se claro que a jornada é possível e que ele possui capacidades que ain­da devem ser desenvolvidas.

Todos compartilhamos o poder mágico do Mago. Nosso é o potencial de iluminação e empreendimentos ainda não sonhados. Nosso é também um poder destrutivo de gigantescas proporções. Podemos fazer explodir o planeta; podemos sepultá-lo, a ele e a nós, debaixo de um bilião de bugigangas de plástico; ou podemos amar e proteger o nosso meio natural e a humanidade. A escolha é nossa. Talvez na medida em que o nosso Mago interior nos tornar conscientes dos sonhos que sonhamos, nossos pesadelos nunca precisarão realizar-se.

Tenha um início de semana mágico.